sexta-feira, 2 de outubro de 2015

E quando orarem



Quando vai nos ensinar a orar, Jesus chama a nossa atenção para uma série de detalhes. Posturas, sentimentos, expectativas e devoção muito peculiares, que devem ser acatadas por àqueles que se dizem cristãos discípulos de Jesus.
Dentre os princípios que Jesus encaminha aos seus ouvintes, ele nos sugere uma oração, que não é só um modelo, nem deve ser algo a ser decorado para repetições cotidianas. Ele nos indica um caminho espiritual, ele nos ilumina uma dinâmica de oração baseada em uma espiritualidade evangelical... que nos constrange a quando orar:
Tratar a Deus como um pai Nosso. Um pai criador e sustentador de todas as coisas, que ama, cuida, salva e quer se relacionar com toda a humanidade e toda natureza criada. Tratar Deus assim, nos ajuda a olhar o outro como Deus olha, amar o outro como Deus ama, cuidar do outro como Deus cuida...
Santificar: Santificado seja o seu Nome, assim na Terra como no Céu. Deus não precisa ser santificado, ele já o É. Jesus ora para que o nome de Deus seja santificado em nossas vidas. Que a ética do reino seja translúcida em nossas vidas, santificado o nome de Deus, por vezes tão profanado em nossos dias...
Disponibilizar-se: Venha o teu Reino, seja feita a Tua Vontade. Como filhos, como discípulos que seguem o mestre, nosso maior desejo, nosso maior esforço espiritual deveria ser para que a vontade de Deus se fizesse manifesta. Nesse sentido, Jesus nos coloca em movimento, haja vista que o reino é estabelecido nos filhos de Deus que guiam suas vidas a partir da vontade de Deus e em tudo que fazem, colocam o caráter, a graça e o amor de Deus em primeiro lugar para que seja manifesto a toda criatura. Venha nós o teu Reino, é chamar a Deus para a existência a partir da sua vida, sua vocação, suas relações etc.
Contentar-se: O pão nosso nos dá hoje. Aquilo que precisamos para viver nos conceda. E conceda a nós, conceda a todos...
Perdoar: Perdoa nossas dívidas, assim como... Aqui Jesus nos da uma lição belíssima, porém muito dura. Começar a olhar nossa prática de amor, perdão, misericórdia, compaixão para com o outro e medir nossos pedidos a Deus com essa referência. Teríamos que ser sinceros o bastante para entender como temos dificuldade de perdoar, mas como queremos ser perdoados. Nesse sentido, vem a premissa...
Clamar: Livra-nos do Mal... uma confissão de um coração sincero e contrito, que sabe que não tem condições de dar conta da sua vida e suas tentações sozinhos, precisando sempre da misericórdia e perdão de Deus. Reconhecimento este que o ajudará a lidar com o outro na mesma perspectiva de misericórdia.
Reconhecer: Porque Teu é o Reino, o poder e a Glória. Jesus nos ensina que tudo vem de Deus. Nosso coração, nossa vida e nossa mente precisa estar consciente dessa afirmativa.

Precisamos de mais discípulos que orem assim.
Possivelmente teríamos pessoas espirituais mais amáveis, mais disponíveis, mais generosas e com desejo de ser solidária. Afinal, aprenderam com Jesus que estão em missão na terra, são motivadas por um amor incondicional, incendiadas por uma espiritualidade libertadora que as impulsiona ao outro.
Discípulos tão espirituais, tão espirituais que são humanos...
Filhos tão humanos, tão humanos que são espirituais.
Que assim seja... Amém.

Naquele que nos fez, Um.
Joaze Lima, Pr.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Impressões

Ao ver os preparativos para a corrida de São Silvestre em São Paulo, como é de costume em todos os anos, realmente chegou caiu a ficha de que mais um ano acabou. Vem aí 2015...
A impressão é que os dias estão ficando mais curtos, os anos passando mais depressa e não estou conseguindo acompanhar a velocidade com que tudo está passando; e aqui está justamente o problema desta primeira impressão: tudo está passando!
Parece que não só há uma ideologia comercial, mas também já é um estilo de vida impregnado no mundo contemporâneo, a tendência de conviver com o que é passageiro, e neste sentido, acostumar-se com o passageiro. As coisas passam, cada vez mais rápido, tendo que deixar boas impressões ao passar para ser de algum modo significativo. Assim, nossas compras, nossos relacionamentos, nossos encontros, nosso lazer etc, tudo precisa ser muito forte, muito impressionante para poder ser significativo. Do mesmo jeito que se chega se vai, que se compra se quer outra, que se conquista já se quer mais! Tenho a impressão de que esta seja uma prisão perigosa.
Tenho a impressão de que se busca mais do que se pode alcançar. Pelo bons motivos de sonhar, vem a fala de que se é preciso sonhar mais, melhor, ainda mais, ainda mais ambicioso... Daqui se desenvolve uma busca desenfreada por muitas coisas, por muitas conquistas, por muitas vitórias, por muitos degraus e utilizam o que estiver à mão para alcançar: pessoas, trabalho, política, religião etc. E qual destes oferecer melhores resultados na busca do sonhos, este será o foco da pessoas como meio para alcançar o que "precisam".

Espero que sejam apenas impressões,
Espero que estejam equivocadas,
Espero que não se concretizem neste próximo ano...

Mas, se de alguma forma estiverem corretas, precisamos urgentemente repensar muitas coisas. Talvez, e só talvez, os impactos e consequências destas práticas demorem para aparecer em nossas vidas; porém, parecem não ser facilmente revertidas, e portanto, podemos ter perdas dolorosas.

Minha esperança é que reflitam, revejam e administrem a melhor forma de fugir dessas tendências. Livrem-se da pressa e correria há não ser que seja estritamente necessária.
Deem significado diferente ao tempo. Aprendam a ficarem quietos, curtir um olhar, desfrutar de um abraço sem pressa.
Permitam com que pessoas não precisem ser coisas que lhe surpreendam e lhe impactem rapidamente para poder ter valor e sua atenção...
Aprenda a ver aonde já chegou, o que já alcançou e agradecer pelo bem que já tem! Esforcem-se pelos seus sonhos, e reconheçam cada degrau que já venceram.
Tenha um excelente final de 2014 e um brilhante 2015!

sexta-feira, 7 de março de 2014

Difícil de entender!

Talvez seja eu. Talvez não. Mas tem coisas difíceis de entender. Em pleno século XXI, em meados do dia internacional da mulher (entendendo o empenho comercial da data). Alguns se prestam a questionar não só o sacerdócio, mas também a função pastoral da mulher. Com argumentos toscos, medievais do tipo "determinismo" biológico que incapacita a mulher para a função pastoral.
Que vergonha! Deus me livre de um "cristianismo" assim,
Deus me livre de olhar para o outro com condições de prescrever e determinar seu "lugar"
Deus me livre de não enxergar no outro a mim mesmo...

Com tanto a fazer! Com tanta semente a semear! Com tanto amor a manifestar!
"Jesus disse-lhes: A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra...[...] Eis que eu vos digo: Levantai os vossos olhos, e vede as terras, que já estão brancas para a ceifa." João 4:34-35


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

A triste realidade

Não tenho medo de seres espirituais. Tenho medo do homem, e do que ele pode fazer.

Agredir uma mãe,
Negar um filho,
Trair um ente,
Matar um semelhante,
Julgar pelas roupas,
Odiar pela cor,
Invejar por um objeto,
Mentir por conveniência,
Destruir para conquistar,
Colecionar cabeças na parede, peles como tapetes,
Ser indiferente pela religião,
Ofender para se sentir melhor...

É mesmo um ser medonho, bestial, assustador...
Só alguém tem coragem de amar um ser assim como Eu: Jesus de Nazaré.
Mais do que isto, veio ao mundo para mostrar que este não é o ser que Deus criou. Ele Jesus é o modelo da humanidade projeto inicial divino.
O ser humano se afastou de Deus, e se tornou nisto.
É necessário voltar,
É preciso voltar,
Olhar para Jesus e dele fazer inspiração para ser mais e melhor!

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Retratos de Deus

Tirar fotografias é algo muito interessante e que particularmente gosto muito. Não sou não das antigas, mas lembro com nostalgia dos tempos das máquinas que tinham os filmes com quantidade de fotos e que entre uma foto e outra tínhamos que girar um dispositivo para preparar o filme para a próxima posição. Cada dia mais a fotografia têm sido utilizada e as tecnologias vêm avançando rapidamente já sendo possível tirar fotografias com o áudio do momento. E o desejo de todos é publicar nas redes sociais seus recortes da realidade impressa no retrato.
A característica básica do retrato é ser um recorte. Uma pausa no tempo daquela realidade vivida ou presenciada de forma a ser eternizada em uma imagem. Logicamente um retrato não consegue traduzir tudo o que está naquela realidade histórica, nem muito menos ser completamente fiel com a verdade do que está acontecendo em ao vivo. A fotografia é também um ponto de vista escolhido pelo fotografo que seleciona o que quer ressaltar daquele instante vivido. É uma perspectiva.
Albert Einstein é um homem famoso e notório da história da humanidade. A partir deste famoso retrato (1951 - fotógrafo Arthur Sasse) poderíamos dizer que ele é uma pessoa extrovertida, alegre, descontraída, afinal, é isto que a imagem nos transmite. Mas não podemos a partir desta imagem, fazer uma leitura total e íntegra da personalidade de Einstein. Não sabemos os pormenores deste momento e desta pose, dada, provavelmente não natural, ao fotógrafo.
Vemos isto acontecer com muita frequência nas imagens, nos retratos de Deus relatados na Bíblia. A cada autor, ou a cada espaço de tempo, de cultura e de realidade histórica dos autores bíblicos, um retrato de Deus é formado e com este as impressões do autor sobre Deus são dadas e descritas. Logicamente não temos nos relatos bíblicos imagens como a do exemplo dado, as imagens são dadas na escrita e no decorrer da história bíblica. A grande dificuldade é o não entendimento desta possibilidade e a comum prática de se escolher um ou outro retrato deste Deus, a partir da perspectiva de algum autor e ditá-la como exclusiva e perfeita leitura de Deus. Devendo ser aplicada, seguida e organizada dentro dos ritos religiosos para melhor acesso e benevolência a Deus, já que o conhecemos, sabemos como lidar com Ele.
É bem possível que no início da Bíblia, nos tempos da criação, o retrato que os israelitas fizeram para descrever Deus, foi pautada na imagem dos faraós egípcios, imperadores da Assíria e Babilônia. Homens cruéis, reis absolutistas que detinham todo o poder de vida e morte, criar ou abolir leis. Deuses que mandavam matar apenas por não gostar de alguma apresentação feita a eles, ou simplesmente a não devoção.
Em continuidade, nas histórias de Noé e do Dilúvio as impressões de Deus estão ligadas às suas reações com relação à perversidade do povo. Sua ira não seria manifesta por falta de adoração e relacionamento, mas sim pela maldade, impiedade e perversidade do homem. Aquele Deus reagia com ira e poder mortífero à impiedade humana.
Nos contos sapienciais de Jó e partes dos salmos. Aparece um Deus retribuicionista. Seu humor, suas ações poderiam ser previstas a partir da prática humana. Sua ira sempre era resultado das ações pecaminosas, em contrapartida, sua benevolência ao ser humano era a congratulação por um ser piedoso, íntegro e correto.
Em meio a tudo isso, os profetas apregoam um Deus que julga mais importante à fidelidade a ele, manifesta em ações generosas aos pobres e desassistidos. Os sacrifícios no altar, os ritos cúlticos e até o mero cumprimento da lei não era tão importante, quanto o cuidado e atenção aos que necessitam e são oprimidos.
Mas esta imagem muito presente em Oséias, Zacarias e outras não conseguiu subjugar a primeira imagem do Deus que não deixa impune o pecador, mas exalta o justo. Este retrato formou a cultura israelita e perdurou por muito tempo, tendo seu colapso nos tempos pós-exílicos. Afinal, o povo de Israel já havia pagado seu pecado com os exílios. Esdras já havia convocado seu povo a uma santificação e uma reforma religiosa profunda, mas, as benesses divinas não vieram. O povo foi espalhado, obrigado a se misturar a cultura grega que chegara com força, homogeneizando cada vez mais o mundo antigo e trazendo outra forma de exílio aos que se firmaram como remanescentes fiéis à doutrina israelita, sua língua, seu templo, sua lei.
A última imagem é exposta no texto bíblico como expressão exata de Deus. Em suas próprias palavras ele afirma que só faz o que pai o enviou a fazer, e que todos que o vissem estavam vendo a Deus. Este é Jesus. O auto-retrato de Deus à humanidade. Este que se interessa por nós, entregou sua vida por amor à humanidade, vivendo e dando-nos o padrão de humanidade a ser seguido, ao mesmo tempo em que revelada o caráter de Deus. Este mostrou que o verdadeiro culto não é expresso em um determinado lugar, ou com determinada roupa, classe, prática, pose ou nada do gênero, mas sim, algo feito do espírito interno do homem e com a lealdade que este exige.
Este auto-retrato nos revela grandes e maravilhosas coisas de Deus. O grande problema é que ele vem ao encontro de muitos daqueles retratos anteriores de Deus. Retratos que já estavam consolidados na mente, no coração e na tradição dos homens. Muitos não quiseram ver este retrato, mas preferiram ficar com os anteriores: perspectivas humanas e formadas por contextos socioculturais e religiosos também. Ainda hoje, muitos assim o fazem. É preciso entender as dificuldades de termos um texto formado por diversas culturas, tradições e contextos sociais e religiosos. Cada um com seu modo de ver, entender e se relacionar com Deus. Mas que devem todos estes passar pelo crivo da vida e obra de Cristo, para que possam se sustentar como pauta: autêntica e merecedora de crença e prática para relacionamento com nosso Deus.

É preciso cuidado, as imagens nos tentam a uma idolatria disfarçada e podem nos encaminhar em caminhos que não levam a Deus, mas sim, ao próprio homem, seus desejos, suas carências e seus bezerros de ouro.

Naquele que nos Um,
Joaze Lima, Pr. 

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Onde você está?


"Onde você esta?"

Esta foi uma pergunta de Deus a Adão, enquanto passeava pelo jardim no fim da tarde como de costume. A imagem mítica em nossas mentes nos leva a um belo jardim com plantas, flores e um belo gramado. Com sua transcendência e imanência Deus sabia onde estava Adão e Eva, que se achavam estar escondidos por causa da vergonha de terem desobedecido. O relato inteiro encontra-se em Gênesis capitulo 3

Como dada, a história nos leva a um clima de tensão e ficção. Aonde estas Adão e Eva? Imagino que na cabeça dos dois veio aquela indagação de responder ao chamado ou não, como uma criança que apronta e se esconde de seus pais para não apanhar. Duro é o momento em que os pais lhes chama e eles tem que se entregar. O castigo está por vir! Nas crianças as memórias das ultimas palmadas vêm logo à mente e o medo de responder se intensificam.
No caso de Adão e Eva a memória que lhes assombrava era a afirmação de que se eles comessem daquele fruto morreriam.
Adão não hesita e responde: "ouvi teus passos no jardim e fiquei com medo, porque esta nu"(v.10).
A resposta de Deus é ainda mais instigante: "quem disse a você que estava nu?"(v.12)

Em cima desta imagem tão conhecida podemos refletir sobre algumas coisas. Primeiro, acredito que Deus sabia onde eles estavam ! Mas a pergunta é para reflexão de Adão e Eva, que comeram o fruto e já produziram para si a vergonha, as desculpas e a necessidade de não ser percebidos. Mais do que isto, escolheram um caminho que os afastava de Deus. Estavam simplesmente escondidos em suas escolhas. O "onde esta você?" Era para fazê-los perceber aonde eles tinham ido, e as consequências daquelas escolhas.

Em segundo lugar a pergunta divina: "quem disse a você que estava nu?" Interessante, no senso comum as coisas são proibidas pois Deus aponta-lhe o pecado e o castiga. No relato acima, Deus que se mostra surpreso de vê-los já se martirizando por causa de suas escolhas. Ainda é válido falar que a nudeza esta no olho de quem vê! Em outro momento, Jesus diz que se teus olhos forem bons todo o teu corpo será. Esta aí uma consequência terrível do pecado, nossos princípios se distanciam de Deus, nossos olhos não conseguem ser bons.
Nossas escolhas são condicionadas a suas consequências, a própria "consciência de bem e mal" adquirida no ato levou-os a terem a necessidade de produzir para si roupas, utensílios para esconder quem verdadeiramente são e como são.
Com Deus não precisa de nada disto, ele sabe como nós somos profundamente. A nudeza diante de Deus não é vergonhosa, é condição prioritária para o relacionamento entre pai e filho que no caminho se assemelham, crescem e melhoram a cada dia.

Onde estamos? Comumente também estamos escondidos atrás de tantas coisas que criamos para nós, que não temos tempo para uma caminhada no jardim nem com nosso filhos, imagina com Deus. As vezes fizemos escolhas erradas, com consequências pesadas e aqui ficamos, escondidos e distantes de Deus, com desculpas, culpas, rancores, fugas sem sentido. Enquanto isso Deus esta perguntando: "onde esta você?"
Ele sabe muito bem aonde você está. Mas, você sabe onde você esta?
A que distancia você esta de um relacionamento sadio com Deus? Quantas roupas, máscaras, compras, pessoas, drogas você está usando para tampar sua nudez?


O projeto de Deus com nossa criação foi para se relacionar conosco, e aí está a nossa salvação. Saia de atrás dos arbustos, busque a Deus, se pergunta ser visto como é e com os erros que tem. Com certeza nas conversas do jardim, você será tratado, curado e não mais culpado.


Naquele nos faz Um,
Joaze Lima, Pr.

domingo, 29 de dezembro de 2013

escolham hoje a quem irão servir [...] Eu, e minha casa, serviremos ao Senhor” Js. 24.15

                Este versículo complementa um texto que inicia no versículo 1. Josué reúne todas as tribos de Israel em Siquém, para lhes lembrar de algumas coisas. Sua fala inicia em tom de lembrança, querendo trazer a memória do povo de Israel alguns feitos de Deus no seu povo, através de seu povo e pelo seu povo. Desde Abraão, as terras de Esaú e de Jacó até a história mais próxima que foi a libertação do povo do Egito e o grande livramento pelo deserto até a terra de Canaã onde eles já estavam desfrutando.  Em toda esta fala Josué lembrava à eles, que foi o Senhor Deus que havia agido no meio deles, protegido, livrado, feito milagres e os presenteado com uma terra que eles não compravam e com cidades que eles não haviam construído.
                No versículo 14 Josué mostra a finalidade de toda esta história recontada para eles. A idéia de Josué inspirada por Deus, era suscitar no povo a consagração, a obediência e a não idolatria, em contra partida, orientar o povo a servir com integridade (inteireza) e fidelidade (lealdade).
                Estamos chegando ao final do ano, e com certeza você também pode lembrar de muitas coisas que passou neste ano. Com certeza Deus proveu para você sustento, lhe ajudou com sua família, lhe encaminhou em seu trabalho, o protegeu e fez tantas coisas. Se não este tempo próprio, mas em sua história com certeza há ações de Deus em sua vida lhe protegendo, lhe guardando, salvando sua família, providenciando cura a seus entes etc. Etc. Etc. As ações de Deus em nossa vida vão de coisas simples como o acordar de hoje, até coisas e situações que entitulamos como grandes problemas e dificuldades e quando Deus age, os chamamos de milagres. “Grandes coisas fez o Senhor por nós, por isso, estamos alegres”. (Sl 126.3
                Porém, acredito que em muitas situações não estamos distantes do povo de Israel. Mesmo com tantas ações de Deus na vida deles eles continuaram com idolos dentro de casa. Tinham trazido em sua caminhada, em seu coração os bezerros de ouro e também deuses estrangeiros e a estes também serviam. Será que nós não temos também sido idólatras? Será que alguns deuses tem achado abrigo em nossas vidas, casas, famílias, corações e práticas.
                Talvez não tenhamos como eles deuses de prata, de ouro ou estrangeiros em imagens e pedras em nossas casas, mas tem alguns deuses que sorrateiramente podem entrar em nossas vidas e ganhar o foco de nossas posturas. Vale a pena, parar para pensar, analisar, observar e consagrar nossas vidas, casas e famílias a Deus. Tirar a idolatria, os deuses estrangeiros e  nos consagrar.
                Tudo aquilo que toma o lugar de Deus em nossas vidas é um ídolo. Jesus fala que onde estiver o nosso tesouro, ali estará o nosso coração. Alguns deuses se configuram nestes dias que vivemos: tempo, dinheiro, prazer, um deus comprável refém de minha vida espiritual; um deus vingador; nosso Eu, nosso jeito e tudo mais...
                Escolhamos então a quem vamos servir... é importante dizer que na caminhada com Deus, é quase que impossível não sermos tentados a cair em uma dessas idolatrias. Precisamos então repensar e escolher a quem vamos servir. Josué fez uma escolha que nós precisamos também fazer...”Eu e a minha casa serviremos ao Senhor”. Esse Senhor não o conhecemos com nossos olhos, não temos domínio sobre ele, não conseguimos por nossas práticas força-lo a nos abençoar nem muito menos convence-lo de algo. E sim diante dele nos curvamos, pedimos sua presença e sua benção e confiamos nele, mesmo que achemos que ele não nos responde. Ídolos tem uma característica muito interessante, normalmente não palpáveis, compráveis e voluveis às nossas ações, ritos e tudo mais que fazemos para sermos abençoados.

                Nosso Senhor nos ama e nos trata com amor, sabe o que é melhor para nós e nos encaminha para uma vida ao lado dele.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Amar até perdoar

J. B. Libanio
Faculdade D. Hélder – 10 de julho de 2009

Amar pertence ao vocabulário diário falado. Mais dificilmente praticado. Verbo presente nos lábios, menos no coração. Realidade sentida, menos realizada. Onde encontrar em grau maior a prática do amor? Certamente na pessoa de Jesus Cristo que morreu amando e perdoando. 
Santo Agostinho com genialidade viu o amor como força construtora da pessoa humana. “Somos o que amamos”. E von Balthasar acrescentou: “Só o amor é digno de fé” e outro ainda ajuntou: “o amor faz eternidade, quer eternidade, é eternidade”. 
Amar se define por um movimento de sair de si para o outro. Amarrados que somos em nós mesmos, temos dificuldade desse êxodo. Vem-nos em auxílio o próprio Deus que semeia em nós sua graça, qual fonte propulsora de amor. Aí sim, saímos levados pela dinâmica de Deus e o amor flui com pureza e beleza.
Jesus sabia da facilidade com que nos enganamos no amor. Deu-nos uma pedra de toque para testá-lo. Chama-se perdão. Amar ao extremo implica perdoar. Perdão remete-nos à experiência fundamental do amor que é dom. Perdão vem do latim per+donum, um dom levado à perfeição. Assim acontece com amar, doar. Se nosso gesto de amor-doação atinge o grau mais sublime, traduzimos tal realidade acrescentando o afixo per. Temos então per+doar, per+dom. Portanto, perdoar é amar-doar-se em plenitude. Mas como? A plenitude do amor se realiza na vida. Perdoar significa amar a ponto de restituir à vida a quem nos ofendeu. Toda ofensa, em grau menor ou maior, atenta contra a vida. O outro está aí vivo, feliz e, pelo ataque ou agressão, alguém lhe fere a vida. Quem o faz está morto por dentro. Desejar o mal a alguém mata primeiro quem o deseja e só depois a quem o atinge.
O amor-perdão restabelece a ordem de vida. Digo a quem me ofendeu, me desejou à morte, ao morrer ele mesmo interiormente: amo-o a ponto de perdoá-lo, de conceder-lhe a vida e recupero-a para mim. Quem ama e perdoa e quem é amado e perdoado saem verdadeiros, inteiros, humanos depois desse gesto.
A ofensa e o perdão acontecem em diversos níveis. Experimentamos o perdão entre nós humanos, como sinal visível de nossa capacidade criativa. O interior da família oferece o espaço primeiro do perdão. E muitas vezes extremamente difícil. Que digam os esposos ou esposas traídos, os filhos ou filhas rejeitados, os irmãos disputando o terreno do afeto ou as heranças dos pais. Aí também se dão perdões generosos e comoventes.
As instituições também ferem as pessoas. E elas encarnam-se em seus representantes principais. Daí a necessidade de que eles manifestem o perdão em nome dos que antes dele ou na sua gestão feriram as pessoas. 
João Paulo II não quis entrar no novo milênio sem reconciliar a Igreja católica com a história. Ela na pessoa de seus mais altos dignitários e na massa de seus fiéis perpetrou crimes que a mancharam. Inquisição, escravatura, meios coercitivos de evangelização, censura, tortura, cruzadas sangrentas, desrespeito a direitos fundamentais da pessoa humana e especialmente da mulher ecoam em nosso coração de católicos como acusações históricas reais. Diante dessas manchas escuras, o Papa pediu, diante do mundo e de Deus, várias vezes, perdão em nome da Igreja. 
No início da Quaresma de 2000, quis marcar tal atitude com gesto simbólico expressivo. Reuniu-se na Basílica de São Pedro com cardeais de peso da Cúria Romana, espécie de seu ministério de governo, diante de enorme crucifixo. Fez desfilar vários cardeais e arcebispos concelebrantes, pronunciando cada um deles um pedido de perdão pelos pecados próprios de seu dicastério. Resumiu o ato na consigna: “Perdoemos e peçamos perdão”. Se uma instituição de tanta credibilidade desceu de seu pedestal para pôr-se no banco do réu à espera do perdão de Deus e da história, a humanidade seria outra, se nações e governos criminosos imitassem tal gesto em vez de desacreditar tribunais internacionais que lhes sancionam os delitos. Circulou na imprensa uma carta do Cardeal Law, de Boston, nos EUA, em que ele confessava os crimes de seu país como a fonte da odiosidade que ele sofre. Para ele só uma atitude de pedido de perdão reconciliaria seu país com a humanidade e não o uso da força bruta. 
O perdão reconstrói o amor interior, o amor na família e entre os povos. E essa reconciliação pela mediação da Igreja se torna sacramento da reconciliação com Deus, o último elo e o mais importante do perdão. Perdoados por Deus e transformados interiormente por tal graça, nascemos de novo.
Que vivamos o pedido insistente de Jesus no Pai Nosso: “perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem ofendemos”. E que esse pedido da Oração do Senhor ressoe no nosso interior como expressão do amor.

quarta-feira, 6 de março de 2013

De sorte que a nossa vida é uma construção de oportunidades e possibilidades, destas e daquelas vamos incorporando experiências que formam nosso ser e caráter. Além do mais, nos é dado chances mil de escolhas que podem mudar nosso rumo ou estado que estamos vivendo. A vida entra pela janela de nossos sentidos, assim como a brisa da manhã invade a casa! Cabe a todos nós catalisarmos esse sopro de vida para viver, viver mais, viver melhor e fazer da vida de outros à nossa volta uma vida que valha a pena viver!
De frente aos acontecimentos, vale a pena pensar sobre a vida e o que faço com ela...
Em tudo que ouço, vejo, escuto, leio e faço quero a vida que há em Deus...
A vida é um BEM, que pode escorrer de entre os dedos!

sábado, 19 de janeiro de 2013


Há exatos 2 anos, Deus nos presentava com nosso Mateus. Nasceu grandão, brancão e comilão! Com o passar dos dias tivemos o privilégio de sermos completamente alterados em nossa rotina, valores, prioridades etc. com a graça e brilho de nosso Filho! Aprendemos a lidar com refluxo, cólicas, febres, fraldas... Aprendemos a rir de pequenas coisas novas, novas expressões, novos olhares, novas reações etc. Desde então, todas as descobertas nos dá a sensação do novo entrando em nossas vidas. As afirmações: "pai"; "dá"; "não"; "é minha"; "irigui"; "mamãe"; "dedé"; "vovó" e etc foram chegando e quase todas elas sem ensinarmos!
Com uma personalidade forte e um carinho e apego estonteante, nosso filho cresce!
Hoje Celebramos seu aniversário, rodeados e amigos e familiares, e com o sentimento de que faltaram muitos amigos e parentes ainda!

Deus, ensina-me a contar os segundos com meu filho. Que seja todos eles eternos, profundos, marcantes e duradouros. Que em meu olhar ele sempre tenha carinho, amor, parceria, educação, referência e se possível orgulho!
Surpreendente é a palavra que dou para este momento!
Plena Gratidão é o sentimento que tenho agora!
Devoção é o que quero lhe oferecer!
Obrigado é o que tenho a dizer.
Obrigado!

Parabéns meu filho!

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Deixa eu viver a boa nova!



Ouvindo e pensando sobre a letra desta música da banda Palavrantiga, fiquei atônito com a simples afirmação: Deixa eu viver a Boa Nova!
Parece tão óbvio, parece tão simples e comum... ao final vi que só parece!
A Boa Nova (Evangelho) que nos chegou por Jesus (Mc. 1.1) em sua vida e em sua mensagem é tão Nova, e tão diferente que precisava ser fragmentada em pequenas doses, a ponto de poder ser por nós digerida!
Nos escritos dos evangelistas, vamos ver estas porções de Boa Nova, sendo derramadas no povo e no contexto da palestina e só podendo ser descrita pelos milagres fantásticos que ela realizava. Dentre estes os mais poderosos, era o rompimento da maldição da religião para com os pobres, doentes, e malditos de qualquer espécie.
O brilho do evangelho se alastrava a ponto de Jesus não poder mais andar ou ficar no meio das pessoas, precisava de barcos e falava neles nas praias.

Um amor que rompe todas as separações naturais e sobrenaturais para se materializar e encanar em um rosto, em pegadas, em toques e em palavras... Não dá para esconder!
É Tão diferente, tão extravagante, tão louco que nos é preciso fé para sentir, viver e compartilhar deste Evangelho!
Na primeira vez que formos atribulados por uma tempestade (Mc. 6.45...) vamos nos sentir sozinhos! Mais ele está lá! A Boa Nova está lá... para aqueles que crerem e terem bom ânimo para continuar a caminhar e remar!

Deixa eu viver a boa nova, digo para mim mesmo, que incansavelmente me submeto as opressões e limitações da minha mente e credulidade...
Deixa eu viver a boa nova, digo para mim mesmo, quando não consigo experimentar de paz e descanso dessa boa nova...
Deixa eu viver a boa nova, digo para todos aqueles, que de alguma maneira tentam me enclausurar em suas estruturas mesquinhas e opressoras...
Deixa eu viver a boa nova, digo para todos aqueles, que há minha volta mantém o discurso e a dinâmica de um sistema manipulador, opressor, corrupto, malicioso e que detesta o pensar!
Deixa eu viver a boa nova. Ela veio para os que estavam cansados e oprimidos, àqueles que sem pai, ansiavam pela chance de chamar: Pai Nosso.
Deixa eu viver a boa nova. A graça que me alcança também me dá condições de levá-la aos que cruzam o meu caminho e sem esperança já caminham a mendigar!

Deixa eu viver a boa nova!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Entre o Convento e o Mundo

Houve na história cristã um grande momento quando os cristãos criaram os monastérios, o primeiro foi criado por um monge chamado Bento de Núrsia.
O princípio era a partir de um pensamento muito interessante: o tempo dedicado à busca de Deus em orações e leitura da palavra e a separação do "mundo" materializado nas cidades, proporcionaria um ambiente perfeito para uma vida ungida e separada para glória de Deus. O entendimento era de que assim se poderia ouvir melhor a voz de Deus e por assim ser, servir melhor, se santificar com mais propriedade.
Possivelmente, foi a partir daqui que as cidades, ajuntamento de pessoas nas praças, ou lugares que não fossem templos, começaram a ser rotulados de mundanos, profanos e sem presença de Deus. Ao contrário, lugares distantes a estes, ou diferentes destes eram sagrados 'per si' e por assim dizer, eram santos e consagrados, capazes de fazer com os que estivessem ali fossem santos já por estarem ali, terem as roupas dali, falarem o linguajar do monastério e o corte de cabelo do monastério. Entre o convento (monastério) e o mundo estava fixado as determinações de presença e não presença do sagrado, do santo, e da santidade.
É interessante perceber que muitos anos antes disso, o nome pelo qual o cristianismo se sustenta, afirmou com ênfase e repetições que não é que se come, ou como se come, que nos torna puros (Mat. 15.18-20). Também fez distinções entre vestuários e posturas de santidade e oração, como o fariseu e o publicano no templo, ou simplesmente nos ensinamentos sobre a oração Mat. 6.
Quando em sua morte e ressurreição o véu do templo se rasga, as separações entre sagrado e profano se esvaem e não se tem mais condições de rotular puramente no lugar, na roupa, ou coisas do tipo o que é por si, sagrado e profano.

Entre o convento e o mundo o que realmente vale é a disposição do coração e a busca aplicada a viver no seguimento de Jesus, levando em conta seus ensinamentos e buscando com o obediência sua palavra e exemplo. Afinal, como afirma assertivamente Dietrich Bonhoeffer no seu livro Discipulado: "o obediente é o que realmente crê".
A partir disto, podemos estar dentro de conventos, igrejas, templos e rodas de conversas com palavreados santos: " A paz do Senhor Varão" e outros. Mas, se com nosso coração estamos distantes disso ou simplesmente desobedientes em características simples do evangelho, este estar não significa necessariamente a presença de Deus, manifestação dele ou qualquer tipo de santidade.
Pensemos bem, se nosso coração, mente e disposição estão voltados realmente ao Senhor e se nossa prática demonstra a obediência e crença na palavra e pessoa de Cristo.
O convento e o mundo não vão fazer muita diferença...
Pensemos..

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Quando Eu sou o Ladrão!

"O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância". João 10:10


Quando Eu sou o Ladrão! 
Esse foi o tema de minha palavra domingo passado em nossa Igreja. O desejo foi olhar este texto tão conhecido com outras perspectivas, e uma delas foi nos colocando no lugar do ladrão.
Originalmente este texto é uma crítica ao sistema religioso da época de Jesus, em contrapartida, com o bom pastor que acabara de chegar.
A outra perspectiva pela qual desejei analisar este texto foi me colocando no lugar do Ladrão. Me perceber como alguém que por qualquer motivação acaba sendo agente de morte, destruição e roubo da minha própria vida e ou de pessoas que estão à minha volta. Das motivações elenquei apenas 3 com as quais desenvolvi o pensamento, são elas: o Utilitarismo, o Egoísmo e a Auto-Suficiência.
De domingo para cá venho percebendo como essas coisas estão entranhadas em nosso cotidiano, e são praticamente imperceptíveis, silenciosas e comuns. Posturas como a auto-suficiência, situação pela qual, me vejo como alguém que pode fazer qualquer coisa, e que só dependo de propriamente de mim estão 24h ativas em meu pensamento, sentimento e agir. O homem contemporâneo é alguém que precisa se afirmar como "aquele que faz, que realiza, que dá conta", senão, a própria sociedade o exclui. Em uma estrutura assim, depender de Deus é algo complicadíssimo.
Me perceber como alguém que crê em um Pai (Abba) que é Nosso, que tem um Reino que é nosso, está entre nós, aparece entre nós, e surge de dentro de mim com destino no outro, também é uma loucura. "Do que estamos falando? Eu preciso me virar sozinho, eu preciso cuidar da minha vida, e que cada um cuide da sua!"
Não temos tempo, estrutura, nem condições de ficar ajudando, somando, contribuindo nem sentindo a vida alheia como se fosse nossa...
Sobre o Utilitarismo nem precisa falar, preciso fazer coisas que vão me beneficiar de alguma forma, tudo fora disso é categoricamente insano em nossos dias!

O único detalhe em tudo isso, é que essas posturas, características e detalhes presentes em nossas vidas, são  terrivelmente destruidoras de uma vida a dois, em comunidade, ou simplesmente de nossa vida com Deus, e um Deus que quer se relacionar conosco, e são ser acionado quando preciso dele!
Me torno ladrão de minha própria vida, dos bens pessoais, relacionais e até materiais que me são concedidos. ISSO SEM falar de minha vida com Deus. Com essas posturas é impossível ter vida com Deus. Tudo que vou querer é um Deus a meu serviço, uma religião que garanta A vitória e de pessoas que vivam para mim e estejam a meu dispor!

Em contrapartida a tudo isso, Deus nos enviou seu filho para que aprendêssemos o que é o Amor! Para que pudéssemos ter noção do que é relacionamento, com amor, com perdão, com confiança, entrega e dedicação.
Jesus veio, para nos trazer a vida eterna que recebemos com a confiança e entrega de nosso coração à ele... mais veio também para que tivéssemos vida aqui, e vida com Abundância! Vida com plenitude, vida que estivesse longe de sinais de morte, falta de esperança, falta de amor, falta de dedicação, falta de relacionamentos sadios.
Jesus veio! A vida entrou na história humana, se fez carne, se fez exemplo e hoje nos dá a possibilidade de pela crença e seguimento dele, experimentar a vida, amor e relacionamento de Deus para nós!
Deixemos nossos ladrões presos, e passemos a dedicar nossa vida e seguimento a Jesus que nos possibilita uma Vida com plenitude!

Grande Abraço

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Ação e Reação

É fato que toda ação provoca uma reação. Também ninguém discute que essa dinâmica de ação e reação está a todo momento ocorrendo em nossas vidas. Até aqui tudo bem!
Mais há algo que precisa ser observado, e que também precisa ser repensado. 
A forma como reagimos as ações que chegam até nós devem ser pensadas, analisadas, refletidas e principalmente 'oradas' (no tocante a uma oração antes da ação).
Lendo o livro de I Samuel, não me dei conta do número de ações e reações relatadas no texto, até a última história contada. Olhando agora de trás para frente. O grande brilho na pessoa de Davi, eram suas reações e não ações. O número de vezes em que ele reagiu assertivamente é enorme, e parece que o autor do texto realmente quis chamar atenção para este dado. As perseguições de Saul, as situações adversas no deserto, as humilhantes fugas para terras e povos estranhos à Davi, e em todas as circunstâncias Davi reage muito bem!
No capítulo 30, Davi volta para sua cidade Ziclague e sua região Neguebe, e percebe que havia sido invadida e sua cidade incendiada. Percebe também a falta de suas esposas e famílias, que haviam sido levadas prisioneiras... Façamos um exercício e pensemos como reagiríamos? Bem, se você se acha uma pessoa normal, provavelmente reagiria como eu, entrando em desespero, reclamando, e tentaria tomar uma atitude rápida de perseguir os que haviam levado a sua família. Davi, NÃO! A reação dele é chorar amargamente, ficar angustiado (pois queriam apedrejá-lo, por achar que a culpa era dele) e o mais importante, no vs. 6 diz: "Davi, porém, fortaleceu-se no Senhor, o seu Deus".
Realmente Davi chorou, realmente ficou angustiado. Mais não saiu igual doido, tentando resolver o problema sozinho ou coisa do gênero. Antes, se fortalece em Deus. O texto não diz, mas parece que a reação maior dele é chorar aos pés do Senhor, e pedir para que Deus o fortaleça e o restabeleça. Experimentar Deus na adversidade não é vê-lo resolver o problema com um passe de mágica, mas conseguir sentír seu conforto e sua força lhe capacitando e fortalecendo.
A última reação de Davi, é ainda mais interessante.  No vs. 8 ele pergunta para Deus: "devo ir atrás deles, eu vou alcança-los?" A resposta de Deus é Sim, vá... Você vai alcançar e libertar a todos.
O final da história você já deve imaginar! O interessante é ver uma pergunta a Deus, que é bem provável que eu não fizesse... E se Deus responde? Não! Você não alcança mais!...
Fica então para pensarmos e analisarmos em nossas reações. Até para as coisas mais óbvias e simples Deus precisa estar presente e participante. Isso nos ajuda a evitar reações desastrosas que não resolveriam o problema, e nos deixariam mais angustiados e inquietos!

Que Deus tenha misericórdia de nós! E que possamos colocá-lo como meio de nossas reações!
Grande Abraço,

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Cristãos do tempo e do Templo

Há muito, muito tempo atrás, Deus era conhecido, sabido e sentido por aqueles que tinham acesso ao templo. Nesse tempo, os que tinham acesso ao templo, eram pessoas de uma classe familiar específica e separada para o serviço de adoração a Deus e intercessão pelo povo. Estes adentravam ao “Santo dos Santos” o lugar onde Deus estava e manifestava ali seu poder, sua glória e presença, levando a Deus sacrifícios na esperança do perdão dos pecados. A sensação e a certeza, é que Deus tinha endereço, tinha forma, tinha gostos e também poderia ter desgostos. Mas se em algo faltassem, levariam para a presença de Deus sacrifícios que apagassem aquela dívida.

Há muito tempo atrás, toda a vida espiritual ainda estava voltada para dentro do templo. Lá era o lugar de aprender e cultuar, adorar e comprar o que precisasse para sacrificar.  Aqueles que intercediam tinham se multiplicado, e era possível através de um câmbio para a moeda eclesiástica comprar sua oferenda e ali mesmo prestar sacrifício e adoração. Ainda naquele tempo, Deus estava no templo, separado de todos pelo véu que significava e demonstrava a separação entre sagrado e profano, entre Deus e o povo. Neste tempo, Jesus Cristo adentrou a esse templo quebrando, chutando e destruindo toda a infraestrutura mercadológica eclesiástica, dizendo que ali (templo) era uma casa de oração, não um covil de ladrões.

Naquele tempo, não entenderam muito bem essas afirmações de Jesus, que parecia sim, estar meio desorientado e em um péssimo dia. Aqueles homens estavam só ajudando àqueles que não sabiam como orar, precisando de ajuda para expurgar tantos pecados. Afinal, Deus estava ali, e eles sabiam como agradá-lo.

Pouco Tempo depois, este Jesus foi crucificado e disse que tudo estava consumado, o tempo estava acabado, e que deixaria um ‘outro’ consolador da parte de Deus para os homens, e que habitaria dentro dos homens. Na mesma hora, o véu, aquele da separação se rasgou. Parece então, que a ideia de Jesus é que não haveria mais separação, Deus estaria com os homens todo o tempo, e que o templo seria nosso coração, nosso corpo.

Desde aquele tempo, o povo não entendeu bem estas mudanças. Para ser mais correto, alguns bem no comecinho da igreja ainda tentaram, mas logo começaram a separar mulheres gregas das mulheres judias, outros afirmavam que: as pessoas de Deus precisavam ainda circuncidar-se ou pelo menos ser de descendência judaica. Ou seja, ainda estavam usando o véu e separando sagrado e profano,  judeus (que tem Deus) e o resto, lugar onde Deus estava (Templo) e o resto do mundo (lugar de satanás e do pecado).

É, no tempo de hoje a história ainda continua assim. Os cristãos contemporâneos ainda estão ligados ao Tempo de Deus (Domingo, alguns também na quarta ou sábado), dias e horários de se buscar a Deus, se apresentar com louvores sacrificiais confessando pecados, em meio a um mantra expurgatório. O cotidiano, o resto dos dias, é hora de viver normalmente, afinal, tem-se o tempo para Deus.

No tempo para Deus, há também o Templo para Deus. É lá que Deus está, é lá que se deve adorar. É pra lá que coloco as roupas de ver Deus, a cara de ver Deus, as palavras de ver Deus. Afinal, Deus está no templo e é tempo de adorar e sacrificar reconhecendo minha vida paralela de segunda à sexta.

É bom aproveitar o tempo que ainda se tem, para pensar se é isso mesmo que Jesus queria dizer quando afirmou: “...Ele procura adoradores. E os verdadeiros adoradores, adoram o pai em Espírito e em Verdade(lealdade e fidelidade)” João 4.23-24 (grifo nosso).

Deixar então de ser Cristãos do tempo e do Templo, para ser Cristãos que no tempo, e em TODO, fazem resplandecer a presença de Deus em cada um deles. Afinal, o mesmo Jesus disse que seria possível reconhecer seus discípulos.
O tempo é Agora!

domingo, 11 de dezembro de 2011

Conversas sobre o Natal


            Neste mês de Natal, gostaria de ter umas Conversas sobre o Natal, com pensamos e reflexões que podem nos dar sentido para o Natal. Não que ele já não tenha em si, mas é sempre bom nos lembrarmos do sentido de toda essa festa. Que em nossas casas haja muito Peru, muita alegria, muita cor e dedicação para ótimas ceias e celebrações, todavia, que também em nossos corações e mentes possamos celebrar e festejar os verdadeiros motivos do Natal, e possamos nos alimentar com as verdades que o Natal nos traz.
Em primeiro Lugar gostaria de pensar que no Natal Celebramos o “Deus mudou de endereço”

O Deus que mudou de Endereço – Mateus 1.18-25
            Esta é uma idéia e uma noção muito particular do Cristianismo. Se observarmos com carinho e cuidado outras tradições religiosas, deus, sempre vai ter assimilação a algo longe, algo diferente, algo distante e por que não algo que não temos como alcançar ou parecer. Sua figura ou imagem é Bem Diferente e Grandiosa.
            No Cristianismo Temos um Deus “QUE VEM!”. Uma palavra interessante para isso é “Hosana” que significa: “Ora VEM Senhor Jesus”.
Algo particular do Cristianismo, é que nosso Deus Não Vai! ELE VEM; nosso Deus não é Distante, é EMANUEL; nosso Deus não é estranho ou Diferente; ELE é como UM de Nós.
            Se pararmos para nos lembrar onde e quem era Deus no Antigo Testamento veremos que ele era um Deus de Longe! Era um Deus que estava no Templo e para ser mais específico no Santo dos Santos, onde nem todos poderiam entrar, nem todos poderiam falar, nem todos tinham acesso. Para chegar até Deus precisava ser santo, precisa nascer em uma classe sacerdotal ou estar completamente purificado, o que era impossível
            NO NATAL, CELEBRAMOS O NASCIMENTO DE ALGO MARAVILHOSO: CELEBRAMOS O NASCIMENTO DO DEUS QUE VEIO. Celebramos o Nascimento da Criança, que era Deus.
Podemos agora dizer: Então é Natal! Deus mudou de endereço e agora é Emanuel.
           
Mais, quais são as implicações disso?
É interessante tudo isso, bonito. Mas e daí?
·         Em primeiro lugar:
o   Se Deus veio até nós é para provar seu amor por Nós. (Gal. 3.8-14) Se não tínhamos condições de chegar até Ele. Se somos inconstantes demais para conseguirmos entrar no santo dos santos em sua presença, sem sermos queimados. Se em nossa vida diária, acabamos tropeçando em tantos detalhes, e em nós mesmos, nos afastando do Senhor. ELE VEM ATÉ NÓS: TODAS AS IMPOSSIBILIDADES SÃO SANADAS. TODO DISTANCIAMENTO É QUEBRADO. DEUS SE IMPORTA EM SE RELACIONAR CONOSCO, MESMO NÓS NÃO SENDO TÃO BONS, E TÃO PERFEITOS. ELE NOS AMA E QUER SE RELACIONAR CONOSCO, DESEJOU NOS SALVAR, DESEJOU NOS TOCAR.    NOSSO DEUS NOS AMA, NOSSO DEUS VEIO ATÉ NÓS, PARA NOS SALVAR E RELACIONAR-SE CONOSCO.  NO NATAL, FICAMOS ALEGRES, POIS FESTEJAMOS O NASCIMENTO DO DEUS QUE VEIO ATÉ NÓS.
·         Em segundo Lugar:
o   Se Deus veio até nós e mora dentro de Nós. Nosso relacionamento com ELE, não está restrito A UM ENDEREÇO E UM DIA. MAIS AINDA, MEU RELACIONAMENTO COM O OUTRO, TAMBÉM É UM RELACIONAMENTO COM DEUS.
Essa idéia e percepção se expressa nas vezes que o próprio Jesus, nos dá indícios que as “formas” de relacionamento com Deus mudaram, afinal, Deus também mudou de endereço e não está mais preso ou fixo em um determinado lugar ou outro. Se Deus agora, é como um de nós e mora através do Seu Espírito Santo dentro de nós. Não podemos mais, continuar com as sensações que temos que somente aqui dentro da igreja estamos realmente de frente ou em contato com Deus. Também não é possível continuarmos com a prática quase que imperceptível, de chegarmos a igreja colocarmos uma veste de santos e de pessoas que realmente se interessam por Deus e querem encontrá-lo, querem ser melhores, querem oferecer algo de melhor a Deus, mais, ao final do culto ao voltar para casa, se não de forma consciente, mas inconscientemente, também finalizamos a presença de Deus diante de nós e voltamos à normalidade de nossas vidas, sendo e fazendo coisas que não faríamos se soubéssemos com certeza que ele está diante de nós.
Quando Jesus fala para a samaritana que nem em Genesaré, nem ao menos em Jerusalém, mas os adoradores adoram em Espírito e em Fidelidade/Verdade/Lealdade (João 4.24). Quer dizer que adoração não somente é um ato que faço em um lugar determinado, com um rito determinado, adoração é um estilo de vida de serviço e amor,  que tenho com fidelidade e lealdade, pois o Espírito de Deus habita em mim e vai comigo aonde eu for.
A outra parte da afirmação que fiz, é que não somente Deus está e vai comigo onde for, mas também que minhas relações com o outro, também são relações com Deus
Em pelo menos duas passagens que quero ler para vocês essa verdade vêem à tona: Atos 4.1-5; 10-14; 28 -  Mat. 25.34-40
O que podemos perceber de forma bem clara no primeiro texto, é que Pedro julga serem imundas coisas que sua estrutura religiosa judaica ditava por imunda, e basicamente por não ter NADA de Deus nelas. Inclusive Cornélio, que por não ser judeu, em essência já era alguém que merecia distanciamento, pois Deus nele não estava. Pedro tem que apreender com duras penas, que o outro é um ser criado por Deus, e que Deus está Nele o purificando e o fazendo ser merecedor de minha atenção, de meu serviço e Amor.
O segundo texto é mais pesado e duro. Jesus com duras palavras nos diz claramente que está no outro. Por mais sujo, imundo, fedido, porcalhão etc... Que ele possa ser, quando estivermos fazendo a Ele estamos fazendo a Deus.

Realmente, uma das maravilhas do evangelho é crer e saber que nosso Deus é um Deus que vem até por nós por AMOR. Não tínhamos nada que nos fizesse merecer essa ação, ainda assim, Deus vem até nós... Celebramos isto no NATAL E MUITO NOS ALEGRA.
Entretanto, precisamos nos lembrar que Deus está conosco o tempo todo, mora em nós e não em templos feitos por mãos humanas e sendo assim, nossa vida é adoração, em tudo que fazemos temos sempre que pensar que está EM NÓS, e DIANTE DE NÓS; Inclusive e principalmente que Deus está diante de Nós no rosto e na vida do Outro. Quando nos relacionamos com o outro também nos relacionamos com Deus.
Uma música interessante do Palavra Antiga: “O amor que nos faz um” – Em certo momento ela diz: “Você diz que me ADORA, mas não Estende a Mão!”.
É disso que o Natal, deve também nos lembrar!!

Que neste Natal, você celebre a vinda do Emanuel. Alegre-se com a prova de Amor incondicional dada por Deus. Mas também possa fazer um Natal para aquele que está próximo de Você! Deixe Deus nascer em você e provar o amor dele ao outro!
         Um Grande Abraço,
Joaze Lima, Pr.

domingo, 13 de novembro de 2011

Reflexões em volta da Mesa de Jesus

Uma das passagens mais belas da Bíblia é aquela onde Jesus chama seus discípulos e lhes convoca para preparar-lhe uma ceia na noite da páscoa. Este texto é relatado nos evangelhos, e nosso olhar nestas reflexões estarão utilizando as lentes de Lucas no capítulo 22 a partir dos versículos 7, na Bíblia NVI.
                Vejamos:
vs. 7 – 14 : Jesus pede para que seus discípulos se adiantem na caminhada e, seguindo suas coordenadas, preparem um local e uma mesa para cearem. Quando tudo estava pronto, entraram e se reclinaram à mesa. Não nos é dado saber se houve uma conversa, se ficaram orando ou simplesmente sentaram e já comeram a ceia, o que é possível perceber é que naquela noite, o ápice seria o ato da ceia.
Vs. 15 – 16: Jesus nos informa que desejou ansiosamente comer aquela Páscoa com seus discípulos. Isto já nos chama atenção de que Deus escolheu esta data cheia de simbolismos. A páscoa ali era celebração de libertação do povo de Deus no Antigo Testamento tendo naquela época suas casas marcadas com sangue que os protegia. Jesus também deixa claro que algo aconteceria e nas “próximas” páscoas não estaria ali para ceiar com eles. Somente quando todos estivessem no Reino de Deus, mais propriamente dito no céu.
Vs.17 - 18: Jesus recebe um cálice, agradece e diz: “Tomem isto e partilhem uns com os outros”.  Interessante que no simbolismo Jesus não usa somente os objetos e alimentos como também suas próprias atitudes. Assim como ele recebeu um cálice com vinho e distribuiu com os demais, nos informa que devemos ter a mesma atitude: Quando recebermos o cálice devemos partilhar com nosso próximo. A ceia se institui quando estamos dispostos a partilhar o que temos recebido. Nesse caso do cálice recebido, recebemos libertação, vida e comunhão. Partilhar o cálice é partilhar da comunhão que tenho com Cristo, da vida que me foi dada e da libertação adquirida.
                Novamente Jesus afirma que não fará este ato pessoalmente até que estejamos todos juntos.
Vs.19 – 20: De igual modo Jesus pega o pão, assimila com seu corpo que é dado por nós e nos exorta a fazer como ele. A ceia se institui quando estamos disponíveis a dar nosso corpo em favor de outrem. De igual modo diz Jesus. Assim como ele deu seu corpo, deu o que tinha, para que não só aqueles, mas todos tivessem oportunidade à vida, nós também deveríamos estar dispostos... NÃO! Deveríamos dar/partilhar nosso corpo com o outro para que tivesse vida, ou experimentasse aquilo do qual eu já desfruto.
Vs. 21; 31 – 32. Permita-me retirar mais estes 3 vs. Pôr foco na ceia e observações das implicações nos apresentadas por Jesus. Comumente a ceia é oferecida para pessoas que já são convertidas, já estão arroladas na listagem de membros da igreja local, são dizimistas e cumprem as requisições da ordem religiosa. Interessante! Mas tem algumas colocações de Jesus que devem chamar nossa atenção. A primeira e a última falam da mesma pessoa vs.21/31-32, falam da possibilidade que Jesus oferece a todos de estarem sentados a sua mesa, partilharem seu corpo e sangue. Mesmo aquele  que lhe é traidor e como nos é colocado no vs. 32 não é convertido. Talvez, e apenas talvez isso aconteça porque a ceia é a renovação da Aliança de Deus com os homens, e nessa (nova) relação a marca do sangue não está disponível somente para aqueles que são descendentes de Abraão, cumprem as leis etc. A nova aliança tem como critério a graça que é e está disponível a todos, até os não convertidos que possivelmente trairão Jesus. A ceia lhes é a oportunidade de partilhar, da Graça, Salvação e Libertação que lhes foi dada por Jesus.

Concluo com a reflexão que a ceia é um ato de partilha da aliança que temos com Deus (cálice) onde temos libertação, salvação. Devemos então partilhar esse cálice que recebemos com os que estão à nossa volta e não experimentaram desse cálice.
Em mesma medida, talvez um pouco mais dolorida, seja a partilha do pão. Na ceia devemos partilhar do que é meu, meu corpo, minha vida, para aqueles que estão a nossa volta e precisem de ajuda, uma mão estendida, um prato de comida, uma carona, um olhar, um abraço ou um ouvido. Receber do corpo de Jesus é maravilhoso, só não devemos esquecer que aquilo que recebemos de graça, com graça e de graça devemos compartilhar.
Nessa nova Aliança, GRAÇAS A DEUS, o que realmente importa o que eu faço com Ela, a resposta que dou a ela. Nos é oferecido, vida, graça, libertação, salvação e comunhão. Não é por merecimento, mas, por amor. Que ao redor da mesa, e ao seu redor possam receber de Deus e de suas mãos... a Ceia de nosso Senhor Jesus Cristo. Amém!

sábado, 17 de setembro de 2011

DESABAFO DE UM BOM MARIDO


Luís Fernando Veríssimo  
 Minha esposa e eu sempre andamos de mãos dadas..
Se eu soltar, ela vai às compras.
 
Ela tem um liquidificador elétrico, uma torradeira elétrica, e uma máquina de fazer pão elétrica.
Então ela disse: 'Nós temos Muitos aparelhos, mas não temos lugar pra sentar'.
Daí comprei pra ela uma cadeira elétrica.
 
Eu me casei com uma mulher cujo sobrenome é  "Certa".
Só não sabia que o primeiro nome dela era "Sempre".
 
Já faz 18 meses que não falo com minha esposa.
É que não gosto de interrompê-la..
Mas tenho que admitir, a nossa última briga foi culpa minha.
Ela perguntou: 'O que tem na TV?'
E eu respondi: 'Poeira'.
 
No começo Deus criou o Mundo e descansou.
Então, Ele criou o homem e descansou.
Depois, criou a mulher.
Desde então, nem Deus, nem o homem, nem o Mundo tiveram mais descanso.
 
Quando o nosso cortador de grama quebrou, minha mulher ficava sempre me
dando a entender que eu deveria consertá-lo.
Mas eu sempre acabava tendo outra coisa para cuidar antes, o caminhão, o
carro, a pesca, sempre alguma coisa mais importante para mim.
Finalmente ela pensou num jeito esperto de me convencer.
Certo dia, ao chegar em casa, encontrei-a sentada na grama alta, ocupada em
podá-la com uma tesourinha de costura.
Eu a olhei em silêncio por um tempo, me emocionei bastante e depois entrei em
casa.
Em alguns minutos eu voltei com uma escova de dente e lhe entreguei,
dizendo:
"- Quando você terminar de cortar a grama, pode também varrer a calçada.."
Depois disso não me lembro de mais nada.
Os médicos dizem que eu voltarei a andar, mas mancarei pelo resto da vida.
  
"O casamento é uma relação entre duas pessoas na qual uma está sempre certa... a outra é o marido!..."

domingo, 19 de junho de 2011

Drogas da Vida¹

Para Começar vejamos:
 Mateus 6.21; Gn. 4.1-8.
Para quem gosta de série de mensagens, aí vem mais uma. Para quem não gosta, espero que mesmo não gostando você seja tocado a abençoado por esta série, intitulada: Drogas da Vida.
 Droga é uma palavra interessante e que normalmente nos remete a algumas imagens que até convivemos bastante com elas. Nossa mente quase de imediato associa: Drogas, àquelas que vemos serem combatidas rotineiramente. Drogas como o crack, maconha, lança perfume, êxtase, drogas nem tão combatidas como Álcool e o Fumo, que realmente fazem um estrago físico, emocional e espiritualmente na vidas das pessoas usuárias e também de seus companheiros mais próximos.
Mas a definição da palavra Droga não deve estar somente associado a este que é um Tipo de drogas. Droga é:  Substância que pode modificar o estado de consciência e de comportamento(Dicionário Priberam). Então, já que temos essa abertura gostaria de falar de algumas drogas da Vida. Drogas que não estão necessariamente ligadas a coisas externas mais drogas internas que temos, convivemos, usamos, saciamos nossa vontade e nos tornamos dependentes.
No uso comum, Droga sempre está associado a coisas ou objetos externos que usamos para delírio, prazer, descanso, fuga etc. os motivos são muitos, mas objetivo é o mesmo!
Hoje gostaria de falar sobre dois tipos de droga presente nesse último texto que acabamos de ler:
a.      Ganância
b.      Vaidades

É interessante que como todo drogado, NÃO ESTOU CHAMANDO NINGUÉM DE DROGADO, só utilizando o termo do título de mensagem. A priori, todos negam o uso! E mais interessante ainda é que após negar, quando aceitam ou são flagrados dizem quase que automaticamente: “Deixo quando eu quiser”. Só não percebem que por estarem alterados em seu estado de consciência e comportamento, traz uma sensação de liberdade e desprendimento que não tinham quando estavam conscientes. Essa fuga alucinante é tão prazerosa que vicia.
Assim também acontece com nossas droguinhas de hoje. Ganância e Vaidade!

Ganância é Amor ao que se pode Ter!
               Normalmente quando se fala de ganância nossa mente logo remete a questões financeiras. Aquelas frases fulano é ganancioso, é sempre voltado à pessoa que gosta muito de dinheiro, é muito ambiciosa e coisa do gênero.
               Mas quando tratamos a ganância como AMOR ao que se pode Ter! ela se torna algo muito mais amplo, e envolvedor. A verdade é que a ganância pode ser alocada em alguma área da nossa vida ou focada em outra.
               Existem pessoas com ganância de Amizades. Então, todas as que ela tem não servem não dão certo ou ela sempre está de olho em alguém à qual ela possa ser amiga e com certeza essa pessoa quer algo a mais com essa amizade!
               Ganância de Amizades, ganâncias físicas e corporais, ganâncias por status e reconhecimento, ganância por ministério ou aparição ministerial  etc.
               E ai, entra um problema sério! A ganância é um pecado IDÓLATRA! Pois fazer do nosso querer NOSSO AMOR, do Nosso AMOR NOSSO FOCO, e ali estará o nosso coração! A pergunta já foi feita na primeira leitura. ONDE ESTÁ, OU melhor, qual é o TEU TESOURO? Se o teu tesouro, o TEU ALGO PRECIOSO é algo que precisa TER, SEJA ELE QUAL FOR, Deus já perdeu espaço no seu coração, VOCÊ JÁ ACHOU OUTRO DEUS!
               E ONDE ESTIVER O TEU DEUS, ali estará o TEU CORAÇÃO!
               Vejo pessoas que fazem muita força, para amar a Deus, amar a Obra de Deus, viver com Deus em sua vida comum... e o que não percebem é que ELAS JÁ TÊM um deus... o Deus da ganância, e isso é algo viciante, à qual se pode remeter toda sua vida nisso!
              
               Graças a Deus, eu não experimentei Drogas exteriores, nenhuma! Mas esta eu tive durante muito tempo... e ainda fico sentindo o cheiro dela todas as vezes que meu consumo exagerado quer me tomar. NO FUNDO ESTAVA AMANDO o que POSSO TER!
               O Pior da ganância é quando você PODE TER, PODE COMPRAR, POSSO DERRUBAR FULANO, POSSO TRAIR CICLANO E FICAR COM A AMIZADE DE TAL PESSOA! E você precisa dizer NÃO! MEU TESOURO não é ISSO, NÃO QUERO MEU CORAÇÃO AÍ!
               QUERO MEU CORAÇÃO ONDE DEUS POSSA ESTAR E SE ORGULHAR DOS MEUS SENTIMENTOS!

VAIDADES. A VAIDADE na verdade é quase uma variação da GANÂNCIA. Pois a ganância está embasada firmada na VAIDADE.
               NO FUNDO, todos os que são Gananciosos têm a vaidade como algo de fundo que motiva suas ações!
        Vaidade é a ganância pelo que pode Ser(Imagem).
               No caso da Vaidade é a auto-imagem que está distorcida. No caso da Vaidade é a vontade do SER, que está alimentando essas atitudes.
               Quando temos dificuldade de valorizar ou de entender o que SOMOS, e quem SOMOS, aí vai se motivar a ter atitudes bem estranhas que desencadeiam a ganância.
Em nosso dia-a-dia concordo que somos mesmo o que temos o que vestimos, no que andamos e coisas assim! Até o lugar onde compramos tudo hoje em dia, gira em torno da imagem, que acabou virando também um ídolo.
Mais importante de tudo isso é perceber o veneno que se dá quando essa falta ou não afirmação do ter, vira o motivo de viver dessas pessoas que por esse caminho enveredam. Precisam estar sempre atrás de algo que valorize quem são e assim justifiquem seu SER.


Bom é saber que em nossa relação com Deus. Não precisamos ser para que ele nos AME! Na verdade ele nos amou quando nós não éramos nada, ou pelo menos dignos, de nada! E através desse amor fomos transformados em Filhos de Deus. Em Deus SOMOS.
Melhor ainda é saber que para SER, não precisamos ter! Em Cristo, o Ser, MEU VALOR, Minha dignidade não está vinculado a nada que eu possa comprar ou precise comprar! Fui salvo e agora SOU através da GRAÇA! Não preciso comprar, pagar ou fazer para SER!

Posso sim querer, comprar e fazer coisas para mim, mas não para eu SER alguém, eu sou alguém muito especial e não paguei nada para sê-lo.
O MEU TESOURO e o MEU CORAÇÃO estão ou pelo menos eu quero e faço força para que ele esteja em DEUS!

Pense Nisso,